Notícias - Ernani Polo
Publicada em 13/03/2018.

Blairo Maggi reune-se com setor produtivo na Expodireto/Cotrijal

A quinta feira (08) na Expodireto/Cotrijal 2018 contou com a presença, em Não Me Toque, do Ministro da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Blairo Maggi. Aproveitando a visita do Ministro à feira, o Secretário da Agricultura, Pecuária e Irrigação do RS, Ernani Polo, em conjunto com o presidente Nei Mânica, intermediaram reuniões com setores produtivos do Estado, que levaram a Blairo Maggi reivindicações para recuperação de renda ao produtor, especialmente nos setores de arroz, leite, trigo e suínos. Maggi afirmou que o Ministério da Agricultura estará realizando um diagnóstico profundo da realidade dos setores de arroz, trigo e leite, para verificar aonde estão os principais gargalos que impedem um desenvolvimento destas cadeias produtivas e possíveis ações de recuperação dos mesmos.

 

 Uma das pautas comuns foi a revisão de pontos do acordo do Mercosul, diretamente relacionados aos setores do leite, arroz e trigo, que sofrem reiteradamente com a concorrência com produtos que ingressam no Estado. O ministro Blairo Maggi afirmou que está ao lado do setor produtivo nesta questão e solicitou que seja efetivado uma ação conjunta do setor, incluindo Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná, para que se faça uma atuação junto ao governo federal que sensibilize o Itamaraty, Ministério das Relações Exteriores e Casa Civil, para que se possa avançar em possíveis mudanças no acordo. “ As entidades representativas trouxeram sua preocupação ao ministro sobre as dificuldades de comercialização, de preços adequados pagos ao produtor e também de endividamentos que impedem uma recuperação de renda. Também reiteramos ao ministro da necessidade da revisão de acordos do Mercosul, que afetam diretamente os setores de grãos, para que se possa equilibrar a relação de comércio. O ministro reiterou seu apoio a esta questão o que é muito importante para que possamos avançar junto ao governo. Um exemplo é de que o Brasil possui uma balança comercial com a Argentina de 8 bilhões de dólares, porém retirando-se os produtos do Agro esta condição cai para 3 bilhões negativos. Portanto é necessária uma revisão”, salientou o secretário Ernani Polo.

 

O setor lácteo, por meio do vice presidente do Sindilat, Caio Vianna, entregou ofício a Maggi solicitando recursos para operacionalização do Programa de Escoamento de Produto (PEP), cujo objetivo é trazer sustentação ao mercado a comercialização de lácteos para dentro e fora do país, destacando haver a necessidade de escoar 50 mil toneladas de leite em pó. O secretário de política agrícola Neri Gheler ressaltou que o Ministério irá avaliar esta possibilidade. Tarcísio Hubner, do Banco do Brasil, anunciou para a cadeia leiteira, que suas dívidas estão prorrogadas por até 3 anos, com pagamento mínimo de 20%.

 

Já o vice presidente da Federarroz, Alexandre Velho, solicitou ao ministro Blairo Maggi medidas sobre questão do endividamento, devido ao custo de produção cada vez maior desde 2012. Isto estaria ocorrendo em função dos níveis dos preços atuais. Também para os orizicultores gaúchos, Alexandre Velho pontuou a necessidade por parte do Mapa de uma fiscalização, tanto em relação a tipificação como em termos fitossanitários, do arroz oriundo do Mercosul que ingressa no Estado. O ministro destacou que a AGF estará liberada a partir da semana que vem, como forma de buscar a equalização de preços, junto com os leilões já propostos. Em relação a cadeia do Arroz, o vice presidente do Banco do Brasil, Tarcísio Hubner, sinalizou para a cadeia orizícola que dentro de 15 dias o banco estará divulgando um plano de recuperação para o endividamento do setor.

 

 De sua parte, o setor tritícola, através da Fecoagro e de Hamilton Jardim, da Farsul, destacou a dificuldade que os produtores estão enfrentando para comercialização de trigo e a diminuição da área plantada, além da necessidade de revisão do preço mínimo. Também foi solicitado ao Ministério que se possa incluir alguma possibilidade de financiamento de duplo propósito ao setor tritícula, onde parte do valor seria para também para engorde e pastoreio do gado, sendo uma renda extra.

 

Já o presidente da Acsurs trouxe a preocupação dos produtores de suínos do Estado em relação ao embargo russo a carne suína brasileira, que vigora desde dezembro. Buscou saber o que o governo brasileiro está negociando com a Rússia para a imediata retomada e porque este bloqueio está ocorrendo.  Devido a este embargo o preço do suíno caiu muito ao produtor, preocupando demasiadamente os suinocultores, que saíram da margem de lucro ao prejuízo. O ministro afirmou que o Ministério e também a presidência da república está negociando a retomada das exportações a Rússia, porém ainda depende de tratativas mais detalhadas que deverão ocorrer nos próximos 60 dias em Bruxelas na Bélgica.

 

Estiveram presentes na reunião Farsul, Fetag, Ocergs, Sindilat, Fecoagro, e demais lideranças e entidades ligadas ao agro gaúcho.  

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